quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Creme Brulée - A sobremesa

Segue uma receita de uma sobremesa das mais conhecidas e bem conceituadas da gastronomia internacional, mesmo sendo bem simples e rápida de fazer é muito saborosa ainda mais quando harmonizada com um vinho colheita tardia.
Este video explica de forma bem simples a melhor maneira de se fazer o verdadeiro Creme Brûlée.


Receita adaptada para 10 pessoas:
1 L  de creme de leite Fresco
8 Gemas
1 fava de Baunilha
1 1/2 Xic de Açucar

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

O Maior Post de Vinhos do Mundo

Foi proposto a todos blogueiros do enoblog um união para criarmos o maior post de vinhos do mundo. É um post onde todos colocaram o melhor vinho desgustado durante o ano de 2009, tarefa difícil para todos nós, mas dentre tantos sempre há um que nos chamou mais a atenção, seja por qual motivo for. Então leia aqui os melhores vinhos e seus motivos. À todos um ótimo Natal e um 2010 repleto de Saúde e Paz !!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

07-Dezembro-09 - Copenhague

Dia 07 de dezembro de 2009 é a data chamada por ambientalistas e líderes políticos de única oportunidade de salvar o planeta, nesta data os líderes mundiais devem comparecer à cúpula climática da ONU, o objetivo é definir um novo tratado climático para substituir o Protocolo de Kyoto. os objetivos gerais a serem alcançados em Copenhague foram decididos, sabe-se que em média o conjunto das maiores economias do globo terá de cortar de 25% a 40% do total de emissões até 2020. O problema é que União Européia afirma que só fará um corte significativo, na casa de 30%, se outras economias apresentarem metas igualmente ambiciosas. O Japão já indicou que pode cortar 25% , a Noruega se prontificou a diminuir suas emissões em 40%, mas falta o principal emissor, os Estados Unidos.


Segue o vídeo com a campanha mundial para que nossos "Líderes" tomem ciência da importância de tomar essa decisões agora !!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Documentário sobre a uva Malbec na National Geographic



O National Geographic filmará em Mendoza um documentário de cinco capítulos sobre a elaboração da malbec em diferentes vinícolas da província argentina. Depois de Mendoza ser eleito um dos dez destinos mais importantes do mundo do vinho, "a prestigiosa rede televisiva filmará um documentário sobre a uva que é ícone nos vinhos argentinos, a malbec", afirmou o governo da província. O "Bicentenário da Malbec" será uma séria que mostrará a elaboração da variedade mais emblemática da Argentina. A primeira etapa de filmagens se inicia em dezembro e deve terminar durante a "Fiesta Nacional de la Vendimia", uma das maiores celebrações do vinho no mundo, que ocorre durante a primeira semana de março, em Mendoza.
A série será transmitida para toda a América Latina, e segundo os produtores da província, já é "um marco único e importante para o país, no qual conheceremos a história da vitivinicultura argentina e a magnífica geografia do local". O projeto do National Geographic contará com o apoio do Instituto Nacional de Promoção Turística (Inprotur).

Fonte: Revista Adega

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Depois dos Moscatéis vem a vez dos Rosés a caminho da Suécia

Depois de incluir, pela primeira vez, as vinícolas brasileiras na licitação para compra de espumantes moscatéis, a Systembolaget, monopólio responsável pela comercialização no varejo de bebidas alcoolicas na Suécia, convidou as empresas verde-amarelas a participarem da oferta de vinho rosé. A informação é do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin). “Este é mais um reconhecimento à qualidade dos Vinhos do Brasil e uma excelente oportunidade para venda neste país escandinavo, já que a Systembolaget é o local de compra de 74% dos vinhos vendidos aos consumidores suecos”, afirma a gerente de Promoção Comercial do Wines From Brazil (WFB), Andreia Gentilini Milan.

O mercado de vinhos na Suécia

•Produção: Praticamente inexistente, devido às condições climáticas;
•Importação: Corresponde a quase todo o valor consumido;
•Consumo: 160 milhões de litros;
•Consumo per capta: 26 litros;
• A Austrália é o principal fornecedor, seguido da África do Sul e Itália;
•A participação da Austrália cresceu 31,7% de 2006 a 2007, sendo que o maior crescimento no mesmo período foi da Nova Zelândia (47%);
•Outros crescimentos expressivos foram obtidos pelo Líbano (42,2%) e Áustria (33,2%);
•Os países com as maiores perdas de mercado foram a Romênia (-23,7%) e Grécia (20,8%);
•54% do mercado é de bag-in-box. O seu consumidor é fiel e está numa faixa etária maior, com renda acima da média;
•Há um aumento de consumo de vinhos tintos mais caros, entre US$ 10 e US$ 15. E o segmento dos mais baratos está diminuindo;
•Há uma maior aceitação para tampas-rosca, especialmente nos vinhos brancos.

Fonte: Ibravin

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Espumante moscatel brasileiro é selecionado para ser vendido na Suécia



O espumante moscatel da Vinícola Garibaldi foi selecionado para ser vendido na Suécia. Segundo o Ibravin (Instituto Brasileiro do Vinho), o produto foi o vencedor de uma licitação da Systembolaget, o monopólio responsável pela comercialização no varejo de bebidas alcoolicas no país escandinavo. “O primeiro pedido, com 460 caixas (2.760 garrafas de 750ml), será embarcado na primeira quinzena de dezembro”, informa a gerente de Promoção Comercial do Projeto Setorial Integrado Wines From Brazil (WFB), Andreia Gentilini Milan. A Garibaldi é uma das 40 empresas participantes do Wines From Brazil , realizado em parceria entre o Ibravin e a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos). Atualmente, Miolo, Aurora e Rio Sol, também integrantes do WFB, vendem vinhos para a Suécia.

A Systembolaget possui 410 lojas, 552 agentes locais e 7.000 itens de 40 países fornecedores. Só ela pode vender bebidas alcoólicas no varejo. O consumo de vinhos tintos na Suécia representa 57% do total, sendo 32% brancos e 11% espumantes e outros. A origem dos produtos à venda no país escandinavo está praticamente dividida, com 43% do Novo Mundo e 57% do Velho Mundo. O consumo per capta é de 26 litros ao ano.

Fonte: Ibravin

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Caixa Comemorativa Chilena com os Tp 10

Uma Caixa com 10 vinhos Premium, que reúne os 10 enólogos chilenos mais destacados, todos os vinhos com a mesma base: Cabernet Sauvigno 2007 de um mesmo vinhedo no Maipo Alto. Uma edição limitada com 1000 caixas, pela bagatela de 350.000 pesos (R$ 1.150,00). Cada garrafa um enólogo, imagine um degustação com essa garrafas, que loucura que iria ser.


Os enólogos: Ignacio Recabarren - Viña Concha y Toro
                     Marcelo Papa- Viña Concha y Toro
                     Enrique Tirado - Viña Concha y Toro
                     Adolfo Hurtado - Viña Cono Sur
                     Marcelo Retamal - Viña De Martino
                     Aureliano Montes - Viña Montes
                    Alvaro Espinoza - Viñedos Emiliana
                    Pablo Morandé - Viña Morandé
                    Cecilia Torres - Viña Santa Rita
                    Andrés llabaca - Viña Santa Rita
                   

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Molho 4 queijos

Esta receita vai usar como base o Molho Bechamel que foi anteriormente aqui postado. É também uma receita simples e bem saborosa pelo uso de vários tipos de queijo.


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Ingredientes:
500ml - molho bechamel
50g - queijo parmesão
50g - queijo provolone
50g - queijo gorgonzola
50g - queijo catupiry
20 ml - azeite
Sal - o.q.b.

Harmonização : Pela untuosidade do molho eu escolheria algo para quebrar um pouco essa força do molho algo como um riesling, ou um gamay e até mesmo um Cotê-du-Rhône.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

O Papel do Carvalho no Vinho - parte I

O carvalho tem desempenhado um papel fundamental na elaboração do vinho ao longo de séculos, primeiro como um recipiente de armazenamento, e mais recentemente como uma forma de massagem na textura de um vinho e no seu sabor. Esses dois efeitos do carvalho no vinho só foram bem entendidos em meados do Sec. XIX pra cá e os princípios que regem a sua utilização são bem simples. Há três aspectos dos barris de carvalho e envelhecimento de carvalho que valem a pena serem observados, os diferentes tipos de madeiras utilizadas na produção, o tempero e torrefação da madeira utilizada na produção de barris. Grande parte desta discussão centra-se na diferença entre o que é chamado de carvalho francês, e o carvalho americano. Alguns acham que o carvalho americano inferior, porém não se trata de pior ou melhor, ele simplesmente tem impactos diferentes em um vinho. Em todo o mundo há dependência da influência do carvalho americano. A perda por evaporação do vinho e resultante da introdução de oxigênio em um tambor permite reações químicas complexas que terá lugar que pode suavizar os taninos num vinho. Se um vinho é armazenado em um barril de carvalho novo e vai deixar o vinho mais tânico, porém chega um momento em que os efeitos do envelhecimento oxidativo do barril de amaciar os taninos é mais rápido do que a absorção deles pelo vinho. Isso significa simplesmente que um vinho de envelhecimento em um barril pode se tornar mais tânico quando ele absorve os taninos da madeira antes do “amaciamento” devido os afetos de oxigênio. O tipo de carvalho pode ajudar a determinar quando é atingido este ponto, como uma das variáveis de grande entre tipos específicos de carvalho é o aperto do grão e, portanto, a taxa na qual o vinho evaporar.


Nota: Barris de carvalho americano têm sido considerados como uma alternativa mais barata, A indústria americana barril de carvalho foi originalmente baseada na produção de barris para bebidas espirituosas (fortes, encorpadas), onde elegância e delicadeza ficaram em segundo plano. Hoje os americanos têm adotado técnicas refinadas aperfeiçoada ao longo dos séculos por suas congêneres européias, e os seus barris começaram a rivalizar com alguns dos melhores mundos. O fato de que eles podem custar à metade do que o Francês.
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Fonte: Snooth

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Molho Bechamel simples e Saboroso

O Molho Bechamel é um molho branco que pode ser usado só ou como base para outros molhos. Prático, eficiente e muito gostoso cai bem com uma pasta ou um peixe bem assado. Segue um vídeo de como fazer um molho simples e acima de tudo saboroso.



Ingedientes:
1L de Leite,
50g de Farinha de Trigo,
50g de Manteiga ,
1/2 Cebola,
1 Folha de Louro,
2 Cravos da Índia,
Pimenta do Reino q.b.,
Noz Moscada q.b.,
Sal q.b.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Vinho na Comida


Como um ingrediente como outros tantos, o vinho usado para cozinhar sempre é subestimado, sempre usamos um vinho de baixa qualidade, ou um vinho que já está passado ou até mesmo defeituoso. A qualidade do vinho influi tanto como a de outro ingrediente na preparação de um prato, se usamos uma mostarda especial, o sal do Himalaia, um açafrão de boa qualidade, teremos também que usar um vinho de boa qualidade, senão estaremos comprometendo todo o resultado final de um prato. Um exemplo claro aconteceu quando eu preparava um assado e por engano coloquei um excelente vinho Espanhol que tinha aberto para harmonizar com o prato. No mesmo instante a casa ficou impregnada de um maravilhoso aroma de vinho, foi algo impressionante, e consequentemente a comida ficou divina!! Depois, em outras três ocasiões fiz o mesmo assado, porém usando um vinho de inferior qualidade, e coincidentemente os aromas não vieram e nem mesmo o sabor do prato ficou próximo daquela única experiência. Como todos sabem é bem difícil se prestar a colocar um grande vinho como ingrediente para um prato, pois se ele é realmente um grande vinho a intenção é degustar-lo com toda atenção do mundo, porém se quiser ter uma experiência fantástica com um prato à base de vinho, arrisque pelo menos uma vez. Eu já estou me preparando para arriscar de novo!!!

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

O Vinho Nacional é mais Barato no Exterior III - A saga continua.

Que tal um Espumante Miolo Millésime ?? Só não o compre no Brasil!! Isso mesmo, não compre o espumante nacional no Brasil, você pode comprá-lo no Duty Free U$ 26,00 (R$ 45,00) ou compre lá fora mesmo U$ 21,00 (R$ 36,70). Infelizmente no Brasil você vai pagar U$ 32,00 (R$ 56,00 na loja da própria Miolo) ou U$ 44,00 (R$ 78,00 na média). Este é só mais um exemplo. Como já dito anteriormente no Post - O Vinho Nacional é mais Barato no Exterior e também no post Falamos de Carros ou Vinhos?. Enquanto o consumidor Brasileiro continuar aceitando o que lhe empurram goela abaixo (Impostos abusivos e Lucros exorbitantes), vamos continuar pagando pelo vinho o preço mais alto do mundo, até mesmo para os nossos próprios vinhos. Estou tentando acreditar no vinho nacional, juro que estou !!

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Vinhos Nacionais: E agora ??

Depois de muita tuburlência, parece ter passado a tão temida crise mundial. Tuburlência sim porque para nós Brasileiros foi mais uma chacoalhada do que uma queda, talvez por conta da nossa economia, talvez por conta das medidas tomadas por aqui e talvez até pelas medidas não tomadas. O fato é que para nós o mais perceptível foi a alta do dólar e seus reflexos. Por ser aqui um blog sobre vinhos e outras coisas mais, é óbvio que onde mais percebemos essa diferença do dólar foi nos preços de nossas garrafas. Com a disparada do dólar, de R$ 1,60 para R$ 2,34, os importados ficaram quase inacessíveis, e por não saber o rumo que as coisas tomariam deixamos de "investir" em coisas mais caras. Com tudo as nossas vinícolas de certo modo "agradeceram", pois nunca se tomou tanto vinho nacional como nessa época. Tendência de mercado? Sim. Mas o fato é que se não fosse essa crise o setor vitivinícola brasileiro não teria crescido o que cresceu, muito se bebeu do vinho nacional não só pela qualidade (que tem melhorado expressivamente), mas muito pelo preço acessível em relação ao importado. A grande pergunta é: E agora?? Voltamos ao patamar dos R$ 1,70 por dólar, logo os preços dos importados vão cair e se as empresas brasileiras do setor não mudarem a postura em relação a preço, vamos ter pela primeira vez em anos a queda no consumo de vinhos nacionais.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Vale dos Vinhedos exporta modelo de Enoturismo

Única região do Brasil a ostentar o selo de Indicação de Procedência em seus vinhos, o Vale dos Vinhedos vem exportando seu sistema enoturístico para outras regiões vitivinícolas de dentro e fora do Brasil. De acordo com Jorge Tonietto, pesquisador da Embrapa Uva e Vinho, o fato de obter esta indicação mostrou para o setor vitivinícola que o trabalho conjunto possibilita ganhos tanto na valorização do produto como na conquista de mercados. "É por isso que outras regiões produtoras de uva e vinho buscam no Vale o modelo que pode ser empregado no desenvolvimento da vitivinicultura em outros locais do Brasil e também do Exterior". Referência na Serra Gaúcha, o Vale dos Vinhedos já começa a influenciar regiões vitivinícolas de fora do Brasil. Representantes de países como Inglaterra, Estados Unidos e Suíça já estiveram no Vale para conferir in loco o trabalho desenvolvido na região. "Até da França, da região de Champagne, que já conquistou a Denominação de Origem tivemos visita", conta Adriano Miolo



Fonte : Revista Adega

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Holandeses na Serra Gaúcha

Quatro jornalistas holandeses dos principais veículos impressos dos Países Baixos participaram de segunda (14) até quarta-feira (16), de um roteiro por seis vinícolas localizadas na serra gaúcha. As visitas técnicas são organizadas pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), por meio do projeto Wines From Brazil, com apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), Embaixada do Brasil em Haia (Holanda) e TAM Linhas Aéreas. O roteiro contempla empresas exportadoras do Wines From Brazil, como Aurora, Casa Valduga, Courmayeur, Lidio Carraro, Miolo e Salton.A vinda dos jornalistas holandeses foi acertada na degustação de vinhos realizada dia 1º de abril deste ano, em Haia, na residência do embaixador brasileiro nos Países Baixos, José Artur Denot Medeiros. “Foi lá que os jornalistas holandeses manifestaram o interesse em conhecer as vinícolas brasileiras”, lembra a gerente de Promoção Comercial do WFB, Andreia Gentilini Milan. Ela destaca que esta é a primeira parceria em um projeto imagem feita pelo Ibravin com a Embaixada brasileira na Holanda e a TAM para trazer jornalistas estrangeiros ao Brasil. “A TAM está com uma estratégia inteligente para atrair os holandeses ao Brasil, utilizando um novo atrativo, o roteiro enogastrômico”, comenta. “Com a exibição das vinícolas daqui nos principais jornais da Holanda, certamente muitos turistas se sentirão entusiasmados a virem ao Brasil”. Além das visitas nas vinícolas da serra gaúcha, eles também conhecerão alguns atrativos turísticos do Estado, como a Maria Fumaça, os Caminhos de Pedra e a região das Hortências. Andreia ressalta que a Holanda é o 4º principal destino de vinhos e espumantes brasileiros – e o 3º para as vinícolas exportadoras pertencentes ao Projeto Setorial Wines From Brazil. A degustação na residência do embaixador brasileiro em Haia contou com a participação de oito vinícolas verde-amarelas – Aurora, Miolo, Salton, Casa Valduga, Lidio Carraro, Boscato, Garibaldi e Vinibrasil. “A Holanda possui características bem peculiares de consumo, é um país aberto a novos produtos”, observa Andreia. “Os consumidores gostam de vinhos modernos e frutados, como os brasileiros”, revela. Valduga, Miolo, Aurora, Salton e Vinibrasil já exportam para o país dos moinhos. A Miolo, por exemplo, comercializa seus produtos para uma importante rede de supermercados, a Albert Heijn, rede responsável por 30% das compras de vinhos nos Países Baixos. ExportaçãoO crescimento das vendas para a Holanda é animador. Em 2007, foram exportados 181,2 mil litros, que renderam US$ 365,8 mil, fixando o país como 5º maior importador dos vinhos brasileiros. Em 2008, os resultados foram ainda melhores. Foram 340,4 mil litros colocados no mercado holandês – um acréscimo de 88% e um degrau a mais no ranking de compradores do Brasil. Este volume gerou um faturamento de US$ 783,6 mil no ano passado, 114% superior a 2007. O incremento nas exportações ainda foi mais impressionante de 2007 para 2008 entre as 34 vinícolas que integram o Wines From Brazil, pois o volume de vinhos e espumantes exportados para a Holanda subiu 140% e os valores obtidos se multiplicaram na ordem de 138%. “A participação dos vinhos produzidos em países em desenvolvimento sobre o total importado pelos Países Baixos é a maior da Europa”, salienta Andreia, explicando as conquistas brasileiras. E o melhor: o consumo de vinhos tem crescido regularmente nos Países Baixos.De fato, o mercado de vinhos holandês é bastante aberto e há possibilidades para vinhos de todos os países. Ao contrário dos outros setores de bebidas alcoólicas, o mercado de vinhos não é dominado por marcas. No total, há mais de 30 mil diferentes vinhos disponíveis. “O mercado de vinhos é o único das bebidas alcoólicas que está crescendo nos Países Baixos”, comemora a gerente de Promoção Comercial do WFB



Fonte: Ibravin

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Concurso Mundial de Bruxelas - Edição Brasil 2009

Dez jornalistas brasileiros e oito estrangeiros, de países como Inglaterra, Bélgica, República Tcheca, Argentina, Itália, Alemanha, Portugal e Estados Unidos provam e analisam às cegas, desde a última quinta-feira (10) no JB Hotel, em Petrolina/PE, 142 amostras de vinhos finos (tintos, brancos, rose e espumantes) de 42 vinícolas brasileiras e 40 destilados (cachacas, grappas e conhaques) de 12 empresas, também do Brasil.De acordo com Eduardo Viotti, a escolha da região como sede do Concurso foi devido às suas peculiaridades. "Para se produzir vinhos, precisamos apenas de um bom solo e bastante sol, algo encontrado aqui durante todo o ano. Além disso, trata-se da segunda maior região produtora do país, com vinhos de qualidade ascendente. O Vale possui um grande potencial que precisa apenas de um empurrãozinho para despontar em todo o mundo", disse.Para o enólogo, o Vale já caiu no gosto dos estrangeiros. "Eles ficam maravilhados tanto com a nossa produção quanto pelo clima e beleza naturais encontrados na região. Como jornalistas, divulgarão suas opiniões positivas em seus países - que é o grande intuito desse Concurso, ser uma ferramenta de marketing para as empresas participantes", declarou Viotti.A jornalista inglesa Lilyane Weston, especializada em vinhos há mais de 40 anos e ligada à Federação Internacional de Jornalistas de Vinhos, mostrou-se encantada com a vitivinicultura da região. "Na Inglaterra em várias outras regiões produtoras, o clima é bastante instável e nunca sabemos se a única colheita do ano dará bons vinhos. Com o clima encontrado no Vale, é possível produzir o ano todo, e num mesmo vinhedo dá para ver uvas e vários estágios de maturação. É incrível", afirmou a jornalista.Todas as vinícolas do Vale tiveram exemplares inscritos no Concurso Mundial. Algumas empresas, inclusive, estão participando pela primeira vez da competição. “Há uma grande expectativa entre as vinícolas da região”, revelou o Secretário de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Eventos de Petrolina Domingos Sávio, que prevê grande visibilidade para o Roteiro do Vinho - Vale do São Francisco após a realização do Concurso.“Temos grandes chances de termos a nossa produção premiada, mas é a região em si quem mais ganha por sediar uma competição como essa, em que jornalistas/jurados vão promover a região como novo destino enoturístico não apenas para os brasileiros, mas em todo mundo. É uma luta de muitos anos de instituições como Sebrae, Assitur e Prefeituras, e creio que chegou o momento do colher bons frutos”, declarou Domingos Sávio, que também é vice-prefeito do município.Para o enólogo e consultor do Instituto Brasileiro do Vinho (IBRAVIN), Leocir Bottega, quem mais ganha com o Concurso Mundial de Bruxelas e os outros que acontecem no Brasil, é o consumidor. “Ele vai poder conhecer quais são os vinhos que se destacam e se beneficiar da competição saudável, gerada por esses eventos”. Leocir Bottega crê que o vinho do Brasil ganhará ainda mais competitividade no mercado externo quando o próprio brasileiro passar a conhecer e consumir a bebida. “Fizemos algumas pesquisas de mercado e já estamos realizando diversas campanhas para tornar o consumo um hábito entre toda a população”, informou.A premiação do Concurso Mundial de Bruxelas – Edição Brasil 2009, realizado pela Vinopres e pela revista Vinho Magazine, com apoio do Ibravin, Apex, Sebrae, Empetur, Vinhovasf, Prefeitura de Petrolina, JB Hotel e Assitur, foi realizada ontem, sábado (12), no Espaço Festa Viva Buffet. Os vinhos e destilados concorrem às medalhas Gran-ouro, Ouro, Prata e Bronze.
Fonte: A Notícia do Vale

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Vinhos Nacionais

Há algum tempo tenho olhado os vinhos nacionais com mais atenção, e depois da crise apareceu um bom argumento para parar de olhá-los e começar a prová-los. Depois de alguns conhecidos como Salton, Villa Francioni, Miolo, comecei a procurar algo menos conhecido e com a mesma qualidade senão melhor que os mencionados. Há dificuldade em adquirir algumas garrafas sendo que a maioria listada aqui só são encontradas nas próprias vinícolas ou cidades limitrófes, por serem de pequenas produções essas raridades acabam antes de chegarem por aqui (SP) e as poucas que chegam não ficam muito tempo na gôndola, isso quando passam pela gôndola. Eis algumas preciosidades:



Cave de Amadeu - Espumante Cave Geisse Brut

Don Guerino - Chardonnay e Teroldego

Maison Dachery - Virtuoso e Millésime

Angheben - Barbera, Teroldego

Dal Pizzol - Merlot

Cave Ouvidor - Insólito Peverella

Boscato - Gewurztraminer Reserva e Cabernet Sauvignon Gran Reserva

Vinícola Garibalbi - Espumante Garibaldi Brut Chardonnay

Vinícola Sanjo - Núbio Sauvignon Blanc e Núbio Cabernet Sauvignon

Goes Venturini - Le Bateleur

Valmarino - Cabernet Franc e Gran Reserva Merlot

Perini - Tannat e Marselan

Tormentas - Minimus Anima

Bettú - Hexacorte

sábado, 15 de agosto de 2009

Pasta a la Carbonara

Há tempos não tenho postado receitas aqui, o motivo é simples, não tenho tido tempo de criar nada de novo ou diferente. Tenho comido muita coisa prática e rápida de se fazer e um dos pratos que adoro e tenho feito com frequência é a Pasta a La Carbonara, e para inovar no blog trago não só a receita mas também um video da BBC que mostra de forma simples como fazer à moda tradicional(que é a que eu faço). Ah e também a receita escrita. E não esqueça de harmonizar com um bom vinho Branco. Sugestão: Pinot Grigio.

Ingredientes:
300g de macarrão(spagetthi ou talharim)
150g Bacon ou Pancetta picados.
2 Ovos.
100g de Queijo Parmesão ou Pecorino ralado.
2 dentes de alho picados
Salsinha a gosto
Pimenta do Reino a gosto
Modo de Fazer:
Sem adicionar óleo na frigideira, frite o bacon, mas não deixe torrar (apenas doure) ele deve ficar suculento, a gordura do bacon faz tudo, acrescente o alho. Cozinhe o macarrão seguindo as instruções do fabricante e assim que estiver cozido acrescente a massa ao bacon e adicione uma a duas conchas da água do cozimento do macarrão. Quebre os ovos em uma tigela e bata-os, depois adicione a macarrão, acrescente o queijo e a pimenta e misture tudo. Bom Apetite

sábado, 8 de agosto de 2009

Melhores Destino do Vinho segundo Revista Forbes

À medida que as vinícolas ao redor do mundo diversificam os serviços oferecidos, o turismo do vinho desponta como um das áreas mais promissoras e prósperas do universo dos negócios. Ciente disso, a revista americana Forbes, especializada em finanças, publicou recentemente a lista dos 10 melhores destinos (destagando sempre as vinícola) para os turistas que viajam o mundo em busca de vinhos. Elaborada por George Taber, a reportagem intitulada "A busca por Baco: Descobertas no Mundo Maravilhoso do Vinho", revela a seguinte classificação:

1° - Castello Banfi, Toscana, Itália
Inaugurada por um importador norte-americano, a vinícola Banfi é uma das mais belas da Toscana, além de contar com um suntuoso castelo e ótimos restaurantes.

2. Montes, Vale do Colchagua, no Chile
Montes está entre as mais famosas vinícolas chilenas, ainda assim, garante a revista, não perdeu a excentricidade. "É o único lugar do mundo que conheço onde as uvas são maturadas com cantos gregorianos sendo entoados ao fundo.

3. Ken Forrester, Stellenbosch, África do Sul
A região de Stellenbosch é considerada uma das mais belas do mundo. O clima é mediterraneo e o cenário se assemelha bastante ao Vale do Napa, na Califórnia. O produtor Ken Forrester passou anos visitando o Vale do Loire antes de aplicar seu conhecimento dentro de casa.

4. Fournier, Mendoza, Argentina
Na Fournier, que fica cerca de 16 quilômetros dos Andes, avista-se a neve da cordilheira ao longo do ano inteiro. A vinícola tem design moderno e está localizada no meio do deserto.

5. Leeuwin Estate, Margaret River, Austrália
Margaret River está mais perto de Cingapura do que de Melbourne, o que significa uma longa viagem. "A bela paisagem com florestas antigas é tão isolada que quase não se encontra pessoas", diz Taber.

6. Felton Road, Central Otago, Nova Zelândia
Relativamente nova no mundo dos vinhos, Central Otago é a região produtora de vinho que fica mais ao sudeste do planeta.

7. Bodegas Ysios, Rioja, Espanha
Famosa por sua arquitetura, a Bodegas Ysios ainda produz ótimos vinhos.

8. Quinta do Portal, Douro Valley, Portugal
Chega-se a essa vinícola depois de dirigir por estradas estreitas. "O hotel da região tem uma vista Linda", nota Taber.

9. Chateau Lynch-Bages, Bordeaux, França
Bordeaux sempre foi famosa por produzir os melhores vinhos do mundo. A região, contudo, não era reconhecida por suas belezas naturais nem, tão pouco, por proporcionar uma experiência turística amigável. O Chateau Lynch-Bages oferece agora um hotel, bons restaurantes e ofertas de compras.

10. Peter Jakob Kuhn Oestrich, Rhein/Mosel, Alemanha
É um dos destinos mais românticos do mundo, com castelos no alto das montanhas e muita hospitalidade. Os vinhos atuais são melhores e mais consistentes do sempre foram.


Fonte: Revista Adega

sábado, 1 de agosto de 2009

Casta Brasileira

Já foi dito, muitas vezes, que realidade e ficção podem se misturar, ou até mesmo trocar de lugar. Ao iniciar uma busca pela casta de uva brasileira por excelência, aquela que melhor represente o país para seus consumidores internos e externos, o que acontece é que realidade e marketing tomam seus lugares logo à frente, tal como sherpas numa expedição ao Himalaia. Abusando da metáfora montanhista, o Brasil talvez ainda não tenha fôlego para tal escalada e sua necessidade de fazê-la seja mínima. “Em vitiviníferas, somos apenas “fetos”. Há somente 50 anos que estamos lidando com estas variedades aqui no país e há pouco mais de 15 que se está fazendo alguma coisa mais séria”, resume Orgalindo Bettú, enólogo- chefe da inovadora Villa Francioni, de Santa Catarina, e um dos proprietários da mini-vinícola Vinhos Bettú, em Garibaldi. Para enólogos, pesquisadores e até mesmo para agrônomos, querer afirmar categoricamente que uma casta já tem potencial para se sobressair no país é um completo exagero. Eles sabem o tempo que se leva para cultivar uvas sadias em terras tão jovens, por tanto tempo cobertas por uvas não viníferas. A ciência, obviamente, se pauta por dados muito mais racionais do que a publicidade, mas não há como dizer que no mercado uma não dependa da outra. No entanto, o próprio Orgalindo Bettú admite que tem conseguido excelentes resultados (no vinhedo e na taça) com a Cabernet Franc, uma casta de origem francesa, um pouco mais leve do que a Cabernet Sauvignon, com toques mais herbáceos e menor acidez. A Cabernet Franc é bastante comum no Vale dos Vinhedos e amadurece antes da Cabernet Sauvignon, um fator positivo para a região. E também parece se adaptar bem a climas mais frios, como a região de São Joaquim, em Santa Catarina. Precipitação não é uma coisa boa em uma indústria que depende dos humores da natureza e da habilidade humana para se distinguir de seus pares. Então, aquilo que a princípio parecia uma grande jogada, pode cobrar um troco muito alto. É o caso do Chile com uma de suas mais emblemáticas uvas da atualidade: a Carmenére. Variedade antiga da região de Bordeaux, ela era considerada extinta até ter sido ‘encontrada’ no Chile, onde encontra-se muito bem adaptada. A história da uva extinta e recuperada também tem um apelo mercadológico inegável, e o vinho com ela produzido, normalmente de corpo médio e intenso aroma de frutos vermelhos, adapta-se bem a muitos paladares. Juntando os dois fatores, conquista-se uma parcela de mercado da qual nenhum produtor é capaz de reclamar. Alguns produtores, entretanto, não criam varietais de Carmenére e investem em uvas mais expressivas e tradicionais no Chile, como a Cabernet Sauvignon, capaz de produzir vinhos mais elegantes. Ainda precisamos ver se a publicidade da Carmenére será efetivamente capaz de aproximar o consumidor dos outros bons vinhos do país.
"O vinho não tem leis absolutas"Marta Agoas. enóloga
“As empresas tendem a investir naquilo que vai dar mais retorno. É uma questão de prioridade para enfrentar a competição”, conta Márcio Marson, Diretor Comercial da Vinhos Marson. Um bom exemplo é o tinto Famiglia da Marson, que começou com a Merlot como coadjuvante da Cabernet Sauvignon, na proporção de 20% para 80%. Hoje, apenas alguns anos depois, a combinação é de 50% e 50%. O que aconteceu é que as últimas safras de Merlot foram muito expressivas, dando ao vinho outras qualidades que o deixaram superior como um todo. Segundo Márcio Marson, a proporção só não é ainda maior por conta do preço.
Embora a Merlot seja uma espécie de consenso no Vale dos Vinhedos – vide os resultados obtidos com o Miolo Terroir e com o Salton Desejo, considerados premium –, e seus resultados pareçam mais estáveis, os grandes produtores costumam dizer que o Brasil não se diferencia dos demais países da América Latina, e até de alguns europeus, por conta de uma casta específica. O que pode diferenciar o Brasil no mercado mundial é seu espumante. “Do ponto de vista técnico-científico, já temos evidências importantes de que a nossa condição é ótima para os espumantes. O nosso solo tem acidez natural, coisa que na Califórnia e na Austrália, por exemplo, tem que ser corrigida quimicamente”, revela Mauro Zanus, pesquisador da Embrapa Uva e Vinho e Diretor de Degustação da ABE (Associação Brasileira de Enologia). Segundo ele, a variedade Riesling Itálico seria sua casta de escolha, se tivesse que escolher apenas uma. Ele considera que sua adaptação ao Brasil é emblemática para a base de nossos espumantes desde a década de 40. Além disso, seu sabor quase neutro, ótimo frescor e frutado suave combinam muito bem com a Chardonnay e com a Pinot Noir, que amadurecem com alto grau de acidez e pouco açúcar em nosso país. Condições ideais para os espumantes de qualidade.
Aliás, qualidade deveria ser a palavra de ordem para a pauta futura do marketing do vinho brasileiro. “A percepção de qualidade depende da concepção físico-química e também da imagem à volta do produto”, completa Mauro Zanus, reconhecendo que a parte intangível dessa percepção é a mais difícil de ser alcançada, principalmente pelo público em geral, onde a propaganda precisa atuar. A escolha de uvas emblemáticas para representar o país esbarra ainda em uma perspectiva histórico-geográfica. Toda a Europa e sua admirável coleção de vinhos e de uvas é somente um pedaço do Brasil em território. Cada país produtor europeu tem terroirs com uvas específicas. As informações sobre essas uvas eram tão pouco importantes, que as legislações de alguns países nem permitiam que elas constassem nos rótulos. Só nos últimos anos, por pressão do Novo Mundo e seu duvidoso apreço por vinhos varietais, é que alguns países europeus estão colocando as castas nos rótulos. “Portugal, por exemplo, é muito nacionalista com seus vinhos. As castas são tradicionais e nas cinco regiões produtoras só há duas castas francesas permitidas. A legislação é antiga e limitadora. O fato do país ser pequeno, e as áreas de produção escassas, também não estimula as tentativas”, explica Marta Agoas, enóloga portuguesa da Dão Sul que trabalha para a ViniBrasil, no Vale do São Francisco. No caso de Portugal, existe ainda um outro fator, e desta vez de mercado: o diferencial dos vinhos portugueses reside, principalmente, em suas castas autóctones e nas combinações aperfeiçoadas ao longo dos séculos. É isso que o consumidor procura e reconhece nos vinhos portugueses. No Brasil, a questão já é diferente. Como nossa indústria de vinhos finos é muito recente, as leis ainda não são impeditivas da experimentação, e muitas possibilidades se abrem para nossos produtos. Mais prudente é aguardar os resultados das pesquisas com as novas castas antes de se aventurar a dizer que só uma delas representa toda a nossa diversidade. “Se é que já se pode falar em tradição no Vale do São Francisco, a uva Shiraz é a que apresenta o melhor resultado até agora. Ainda assim, estou surpresa com a qualidade que a Tempranillo vem desenvolvendo nos últimos tempos”, conta Marta Agoas. Ao se posicionar ao lado de outros países do Novo Mundo, o Brasil tende a querer ter sua Malbec, como tem os argentinos, sua Zinfandel, como tem os americanos, sua Pinotage como os sul-africanos. Mas nesse processo, deixamos de fora uma coisa extremamente importante: “De uma coisa temos certeza, quase todos os grandes e melhores vinhos do mundo são elaborados com mais de uma casta. Às vezes, até seis variedades misturadas. É preciso discernir perfeitamente o que é qualidade e o que é aperfeiçoamento marketeiro”, relembra Orgalindo Bettú. E mesmo aqui no Brasil, alguns de nossos resultados mais marcantes são assemblages, como o nosso tão aclamado espumante. Não se pode esquecer que, se essa discussão já chegou até nós, significa que nossa estrutura cresceu e já estamos prontos para escalarmos o mundo dos vinhos finos, como os sherpas numa expedição ao Pico da Neblina.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Imagine um plano de Litragem !!

A vinícola espanhola Berberana se inspirou nas companhias aéreas e nas empresas de cartão de crédito e criou o seu próprio programa de fidelidade, chamado "One Cork, One Point" ("Uma rolha, Um Ponto"). Ao contrário do que sugere o nome da promoção, não é preciso transformar sua casa em depósito de rolhas para ser recompensado. Para pontuar, basta pegar o código que vem escrito num papel sob a cápsula e cadastrá-lo no site do programa de recompensas. "A estratégia foi desenvolvida para aumentar a fidelidade dos consumidores e agregar valor à marca.", afirmou a United Wineries, companhia inglesa proprietária da Berberana. As recompensas, que são oferecidas aos consumidores que somarem pelo menos 2 pontos, começam humildes, com descontos em degustações de vinho, e podem alcançar níveis maiores, nos quais são oferecidas estadias em hotéis luxuosos na Espanha, por exemplo, com direito a uma degustação de vinhos e um jantar num restaurante de alta-gastronomia. A vinícola distribui, ainda, prêmios instantâneos, que podem ser encontrados sob as cápsulas.
Fonte: Revista Adega

terça-feira, 28 de julho de 2009

Portugual contra ataca

Tendo em vista a queda nas exportações de vinhos portugueses para o Brasil em 2008, os produtores daquele país preparam um contra-ataque para reconquistar seu espaço no mercado da nação irmã. Seguindo a linha do Ano da França no Brasil, nossos patrícios resolveram instituir no país o Ano do Vinho Português. Uma parceria entre a Associação Brasileira de Sommeliers e a Viniportugal, a iniciativa consiste em promover palestras com enólogos representativos das regiões mais importantes de Portugal. Apresentando o pior crescimento entre os exportadores, de apenas 0,66% em relação a 2007, o vinho português teve uma participação no mercado de 11,24% e 14,30%, respectivamente, em volume e valores. Os vinhos Chilenos foram os campeões na preferência do público brasileiro, deixando para trás os argentinos no índice de garrafas importadas. 34,38% das garrafas que vieram para o Brasil em 2008 foram do país andino. 26,54 % eram argentinas. Na sequência da lista vêm os italianos, com 17,91%. Somente na quarta colocação estão os tradicionais vinhos de Portugal. A França é a quinta, com 4,54%.
Fonte Revista Adega

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Falamos de carros ou vinhos ?

Acabei de ler esta reportagem e não pude deixar de comparar Carros com Vinhos. "Com a série de reportagens “Lá fora”, mostramos que carros fabricados no Brasil podem custar mais barato em outros países do que aqui. A diferença de preço pode chegar a 60% menos, caso da Chevrolet Montana, vendida no Brasil a R$ 45.086 e, no México, por algo em torno de R$ 20 mil. Quando se buscam explicações, as montadoras culpam o governo pela alta carga tributária, que é, de fato, uma das mais altas do mundo. Confrontado, o governo diz que são as empresas que exageram na ganância. Sem ter a quem culpar, o consumidor é, como sempre, a grande vítima dessa história toda. Mas, afinal de contas, quem seria o vilão? Em conversas com especialistas, podemos dizer que são também as margens de lucros das empresas envolvidas na comercialização de veículos. Isso inclui não apenas as montadoras, mas suas concessionárias." Como em outro post em que falo sobre o preço do vinho nacional, fica a impressão( para mim uma certeza) de que nós consumidores brasileiros é que não sabemos comprar, as empresas sabem que o consumidor Brasileiro prefere o "Status" ao custo/benefício, então respondendo a pergunta da reportagem : Quem é o vilão, vos digo que não sei, mas quem é bobão(para não pegar pesado) da história fica claro que somos NÓS.
Fonte: Yahoo

terça-feira, 21 de julho de 2009

Sudoeste do Paraná

A produção de vinho desponta como um dos grandes atrativos do Sudoeste do Paraná, região formada por pequenos produtores familiares que estão descobrindo a importância de cursos de capacitação e palestras técnicas para o sucesso na produção da bebida e sua aceitação no comércio. Aliando a evolução técnica a um solo propício para a colheita de uvas destinadas à produção da bebida, o mercado local tem evoluído, a tal ponto de os paranaenses não terem mais que viajar até o Rio Grande do Sul e Santa Catarina para beber vinhos de qualidade.
"Com o crescimento da qualidade dos vinhos sudoestinos vai diminuir a demanda pelos produtos estrangeiros e de estados vizinhos", afirma a produtora Cátia Betiatto. "Os produtores estão procurando aperfeiçoamento técnico e buscando uvas melhores. Estamos num nível muito bom, podemos nos equiparar à produção de Caxias do Sul", acredita. O setor vitivinícola regional passou a se desenvolver depois do incentivo de órgãos públicos através de palestras técnicas e cursos promovidos em comunidades do interior. Com capacitação teórica e os resultados visíveis na prática, a migração para o segmento aumentou e a produção da região ultrapassou a marca dos 600 mil litros anuais, índice razoável, que tende a crescer.
A evolução paranaense na produção de vinhos confirma o bom momento do sul do país no mercado de vinhos. Além do Paraná e do já consagrado Rio Grande do Sul, Santa Catarina também evolui na produção vinícola, com auxilio de incentivos fiscais

sábado, 18 de julho de 2009

A maior DOC do Mundo

Os Estados Unidos aprovaram a criação da maior DOC (denominação de origem controlada) do mundo. Com 77.476 quilômetros quadrados, a região denominada como Upper Mississippi River Valley (UMRV) ocupará 4 estados - Minnesota, Wisconsin, Illinois e Iowa - e terá 193 quilômetros de extensão, de leste a oeste. O tamanho da nova DOC (que lá se chama AVA - Americam Viticulturral Area "Área Viticultural americana") equivale a duas vezes a área do País de Gales, que mede 20,779 mil quilômetros quadrados, e a cinco vezes a região de Bordeaux, na França. A AVA de Lake Wisconsin, estabelecida em 1994, é a única área de plantio anteriormente formada que fica dentro do Upper a Mississippi River Valley. A UMRV abrigará produtores de grande renome. O Wollersheim Winery of Prairie du Sac, por exemplo, trabalha com uvas Sangiovese e Bonarda, e amealhou 267 medalhas em premiações nos últimos 20 anos.
A produção de vinhos na região central dos Estados Unidos tem crescido nos últimos anos. Muitos fazendeiros locais, especialmente no Wisconsin, trocaram o plantio de tabaco pelo de uvas. Essa mudança no perfil agrário da região se deve às características climáticas dos quatro estados, onde predominam o frio e alta umidade, assim como na França, principal produtora de vinhos do mundo.
Fonte: Revista Adega

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Vinho Português sem Álcool


A famosa vinícola portuguesa Jose Maria da Fonseca (JMF), leia-se Vinho Periquita, acaba de lançar o primeiro vinho sem álcool de Portugal. "Lancers Rose Free" é para ser bebido sem receios e preocupações ressalta a vinícola. O vinho que já foi testado em outros países é destinado a consumidores que não apreciam a bebida alcoólica. A JMF fundada a 175 anos é a mais antiga produtora de vinhos de mesa de Portugal possuindo mais de 40 rótulos de vinhos em seu portifólio e com vinhas em diversas regiões tais como Douro, Dão, Setúbal, Alentejo, entre outras.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Vinhos Brasileiros na França

Este é o ano da França no Brasil, mas no mundo dos vinhos poderíamos afirmar que é o ano do Brasil na França, pois o volume de vinhos brasileiros exportados para a França saltou de 8,3 mil litros em 2007 para 13 mil litros em 2008, gerando um crescimento de 105% e o incremento das vinícolas integrantes do Wines From Brazil foi ainda maior: 209,5%. A primeira participação de seis vinícolas brasileiras na Vinexpo, que começou domingo (21) e termina nesta quinta-feira (25), em Bordeaux, ocorre depois de um crescimento significativo nas exportações do Projeto Setorial Wines From Brazil para a França. “A participação na Vinexpo tem o objetivo de aumentar as exportações de vinhos brasileiros para a França e para toda a Europa, já que a feira recebe importadores e distribuidores dos nossos principais mercados alvos, Inglaterra e Alemanha, além dos Estados Unidos”, afirma a gerente de Promoção Comercial do WFB, Andreia Gentilini Milan. As vendas de vinhos finos das empresas integrantes do Wines From Brazil, realizado pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), foi ainda mais expressiva, tendo um aumento de 209,5%, passando de 4,2 mil litros em 2007 para 13 mil litros em 2008. O faturamento das vinícolas verde-amarelas integrantes do WFB cresceu 178,5% de 2007 para 2008, alcançando uma comercialização de US$ 15,4 mil em 2007 para US$ 42,9 mil no ano passado.A estreia dos Vinhos do Brasil na mais tradicional feira de vinhos do mundo, a Vinexpo, conta com a presença da Miolo Wine Group, Salton, Casa Valduga, Lidio Carraro, Don Laurindo e Vinibrasil, que estão reunidas no estande Vinhos do Brasil, com 64m² (BD14 Hall 1), no Parque de Exposições de Bordeaux Lac, região sudeste da França.Exportações – Em 2008, as exportações de vinhos e espumantes brasileiros das 34 empresas que integram o Projeto Wines From Brazil somaram US$ 4,68 milhões – o dobro das vendas de 2007, que renderam US$ 2,34 milhões. O objetivo para este ano, com o ingresso de mais duas vinícolas no projeto, é exportar US$ 6 milhões. Para alcançar este crescimento nas exportações de vinhos e espumantes made in Brazil, o Ibravin e a Apex-Brasil participarão de 22 feiras e eventos internacionais pelo mundo afora. Um Brinde ao vinho Brasileiro(com espumante nacional é claro).
Fonte: Ibravin

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Comprar Vinhos II - Leilões

Para quem compra, ou vai comprar vinhos em leilão muita atenção! Anda em questionamento se os vinhos vendidos em leilões são realmente autênticos e se o são até onde foi tomada a devida providencia para uma correta conservação e por onde ele andou desde a sua primeira compra, ou seja, o transporte foi em containeres refrigerados, foi comprado diretamente do produtor, quanto tempo ficou na alfândega, etc. Basta algum deslize e pronto, o vinho está comprometido. Robert Parker abordou este tema em seu site e afirmou que deixou de comprar vinhos em leilões há mais de 10 anos, pois metade das garrafas que havia comprado tinha algum problema e por isso o vinho se mostrava prejudicado. Atenção quando for comprar seus melhores vinhos, o custo benefício pode sair mais caro que o esperado. Por isso a escolha de uma boa importadora onde você conheça a política da empresa, conheça bem quem o atenda e principalmente como o vinho é tratado e manejado.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Comprar Vinhos

Sempre considerei a compra de vinhos uma arte. Você vai até as importadoras ou às vezes no supermercado (caso raro) e fica nas prateleiras por um tempão, às vezes horas, olhando, lendo os rótulos, pesquisando preços, enfim degustando. De uns tempos pra cá tenho mudado meus hábitos de compra, estou recorrendo a amigos e parentes que viajam ao exterior para trazerem algumas garrafas de fora, mas não do Duty Free do Brasil onde os preços também andam proibitivos, mas sim do Duty Free de outros países tais como : Argentina, Chile e Espanha. A pessoa vai embarcar de volta ao Brasil e antes passa no Duty Free e traz algumas garrafas na bagagem de mão. Com isso perco um pouco daquele prazer de degustar as garrafas ainda na prateleira e imaginar em que ocasião ou com qual prato ela ira ser desarrolhada, além do mais ainda conto com a surpresa do que vai chegar do exterior pois as pessoas que trazem os vinhos não são enófilos e às vezes nem conhecem nada sobre vinhos. Limito em dólares o preço para cada garrafa e é só aguardar as surpresas, que têem sido ótimas por sinal. Gostaria de voltar a ter aquele velho prazer de ir as importadoras e ficar lá sem pressa de ir embora, e há o fato de querer prestigiar também o comércio nacional, porém há algumas forças que me proíbem( leia-se altas taxas sobre o vinho e ganância das importadoras) e por isso vou mantendo essa prática até que alguém resolva mudar a postura de venda de vinhos no nosso país.

sábado, 30 de maio de 2009

Será a vez dos vinhos brancos ??


O vinho tinto é o tipo de vinho mais produzido no mundo....nada de novo até então. A novidade fica por conta do crescimento na produção de vinhos brancos, segundo pesquisa a produção de tintos caiu para 65% do total de vinhos produzidos quando a 5 anos atrás era de 75%, desses o aumento ficou por conta do vinho branco enquanto os espumantes mantiveram o mesmo patamar. Segundo pesquisas da Wine Intelligence o vinho branco é a bebida preferida de 54% dos Britânicos. De acordo com os resultados, 43% dos consumidores de álcool no país preferem o vinho. O fato é que o consumo de vinho branco vem crescendo no mundo inteiro, talvez por sua graduação alcoólica mais baixa 11, 12%, alguns tintos já estão beirando os 15, 16%, ou talvez por serem somente a "bola da vez". Três motivos para você beber um bom vinho branco 1. O vinho branco acompanha mais partes de uma refeição do que o vinho tinto, que geralmente fica somente com o prato principal. 2. O vinho branco tem seus aromas mais facilmente identificados. 3. É o melhor vinho para nossas altas temperaturas, pois somos um país tropical. Não faço apologia a determinado tipo de vinho, pois como a maioria também consumo mais vinho tinto do que o branco, mas quem ainda não degustou um bom vinho branco não sabe o que está perdendo.


Fonte: Bloomberg, Revista Adega

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Rótulos do Château Mouton Rothschild

Desde 1945 o Château Mouton Rothschild exibe em seus rótulos pequenas obras de arte feitas especialmente para a casa. Cada ano um artista assina o rótulo. O primeiro de 1945 tem a obra de Philippe Jullian que ilustra o fim da 2ª Guerra Mundial com um " V" de vitória com os dizeres " Année de la Victoire" . Também já assinaram os rótulos : Salvador Dalí, Pablo Picasso, Joan Miró, Andy Warhol, Francis Bacon, entre outros. Veja a relação completa de todos os anos e seus respectivos artistas aqui.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Miolo Gamay 2009 - R$ 14,90

Preço do Miolo Gamay 2009 na rede atacadista Spani, tanto a garrafa como o kit com a "taça" o valor é o mesmo !!!! Aproveite esta moleza pois por ai a garrafa não sai por menos que R$19,90, inclusive no site da própria Miolo.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Tournedo ao molho de café

Esta receita foi elaborada no dia das mães, é um pouco trabalhosa mas o resultado compensa.

Ingredientes:
4 Tournedos (medalhão de filé mignon)
4 fatias de Bacon
200ml de creme de leite fresco
100ml de café pronto
2 pedaços pequenos de costela ou 1 ossobuco
1 ramo de tomilho
1 cebola média picada
2 dentes de alho amassados
1 cenoura pequena picada
1 talo de salsão picado
2 colheres de sopa de mel
Pimenta-do-reino branca o.q.b.
Sal o.q.b.

Doure a costela e cubra com água, adicionando a cenoura, a cebola, o salsão, o tomilho, o alho e deixe cozinhar por aproximadamente 2 horas. Reduza o creme de leite e junte o café, o mel e 150ml do caldo da costela e reduza pela metade. Em uma frigideira bem quente adicione azeite e sele a carne, quando estiver dourada dos dois lados tempere com sal e pimenta-do-reino branca, envolva nas fatias de bacon e leve ao forno em 180c por 10 minutos. Sirva com o molho por cima e decore com grãos de café. Bom apetite !!

Ah! Para acompar um bom Syrah Australiano, aliás o de lá é Shirah !!

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Selo Fiscal

Nesta semana estava em discussão na Câmara Setorial em Brasília o Selo Fiscal para os vinhos.

Para entender melhor o que seria o Selo Fiscal, transcrevo aqui a carta publicada no blog do Didú.

Prezados amigos do vinho os tambores de guerra soam também por aqui. Em sua recente reunião do dia 12 de dezembro, a Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Viticultura, Vinhos e Derivados revelou uma estratégia comum de produtores de vinho e orgãos governamentais que coloca em sério risco a oferta e os preços de vinhos importados no Brasil. Vejam a seguir um resumo das propostas apresentadas:

A) Impostos. Desejam estabelecer uma taxa de aproximadamente R$ 5,00 por garrafa de vinho importado para substituir a cobrança do Imposto de Importação. Durante a discussão do tema, circulou a informação de que "alguns ministros não gostam ou não aceitam a ideia" e preferem manter a cobrança de um percentual, indicando que o mesmo deveria ser aumentado dos atuais 27% para 55% (isso mesmo, mais de 100% de aumento no Imposto de Importação).

B) Burocracia.
Além de outras propostas, querem que:

1.os rótulos de vinhos importados contenham, em português, a classificação do vinho (por exemplo "vinho tinto seco"). Informação essa que já é obrigatória no contra-rótulo. Isso seria um desastre pois os pequenos produtores de vinhos extraordinários jamais poderiam criar um rótulo diferente para vendas de pequenas quantidades.

2.as garrafas ganhem um selo fiscal. Outra providência exorbitante uma vez que os impostos são cobrados enquanto as mercadorias encontram-se sob a guarda da Receita Federal. Isso obrigaria a que cada caixa fosse aberta no porto e os selos fossem aplicados individualmente. Podem imaginar o custo dessa operação?? Conhecendo a agilidade dos portos brasileiros, imaginam o tempo que isso ia exigir?

3. não seja aprovada a proposta do Ministério da Agricultura de abolir a retirada de garrafas para amostra, de acordo com um novo procedimento que viria a ser implantado visando a simplificação dos procedimentos de análise do vinho.

Como podem ver, nenhuma das propostas favorece o consumidor. Todas implicam em aumento de custos, seja por via direta de impostos ou indireta de custos operacionais. Creio de devemos levantar a voz contra essas mudanças.

Com a palavra, os consumidores.
Abraços
José Augusto Saraiva

segunda-feira, 11 de maio de 2009

A volta dos que não foram

Depois de longa ausência, forçada diga-se de passagem, amanhã retornaremos as atividades normais !!!

terça-feira, 7 de abril de 2009

O VINHO NACIONAL É MAIS BARATO NO EXTERIOR !!! - parte 2

Após escrever o post "O Vinho Nacional é mais Barato no Exterior", mandei o link para várias pessoas com mais informação e acesso ao mundo do vinho do que eu, dentre eles o Didú, um cara que eu acompanho faz tempo e respeito pelo conhecimento e dedicação ao vinho. Pois bem o Didú conseguiu algumas respostas, inclusive do Sr. Adriano Miolo, as quais transcrevo aqui: Didú fala - "procurei por diversos produtores e pelo Ibravin também e a resposta mais rápida que recebi foi da Juciane Casagrande enóloga competentíssima, diga-se, da Casa Valduga que mesmo em viagem pelo exterior arranjou tempo para me responder" - "Ola Didu. Quando exportamos estamos isentos de toda a tributação brasileira, logo nossos preços se reduzem em muito para que o importador, qdo o vinho chegar no pais de destino possa pagar o transporte internacional e impostos locais e vender o vinho a praticamente o mesmo valor que no Brasil e mais do que isto para que seja competitivo. Estou em amsterdam hj e ontem mesmo estive visitando lojas onde nossos produtos estão sendo vendidos ao mesmo preço que no Brasil. Um super abraço e estou a disposição." Juciane. Importante frisar que esses impostos passam de 50% do preço final do vinho heim. Para vocês terem uma ideia do volume da ganância dos impostos em nosso Brasil brasileiro, meu amigo Pablo Falabrino do Viñedo de Los Vientos, um dos melhores produtores do Uruguai (inacreditável ninguém trazer esses vinhos para o Brasil), que vende 70% de seus vinhos em NY, comentou comigo que o vinho dele lá nos Estados Unidos custa para o consumidor americano, metade do que custa aqui no Brasil, país vizinho e do mercosul!!!! Brincadeira isso?!
"Olá Didu, Ocorre o seguinte, para a exportação não existe impostos, somente paga impostos no pais de destino e quem paga é o importador. Portanto nosso vinho que aqui no Brasil a somatória de impostos é de 52,50 % (dado do instituto Tributário Brasileiro depois da extinção da CPMF, pois antes era ainda maior) é exportado então por menos que a metade do preço e como os impostos dos vinhos a nível mundial não passam de 20% (alguns países é zero, como Espanha) o preço de venda no país de destino acaba ficando mais baixo que o preço deste mesmo vinho aqui no Brasil. Isso ocorre na prática com nossos vinhos da Miolo, por exemplo, nós exportamos o Quinta do Seival Castas Portuguesas para a França. Lá ele é vendido na LAVINIA, que é uma das referências de vinhos em Paris por 12 Euros (aproximadamente 36 Reais) e em São Paulo é difícil de encontrá-lo por menos de 50 Reais."
Um abraço Adriano Miolo

terça-feira, 31 de março de 2009

JEREZ

Ahhh Jerez, quem nunca experimentou um Jerez não pode se considerar uma pessoal feliz, enologicamente falando (se é que isso existe). Lembro-me que desde muito tempo conheço o Jerez, pois minha descêndencia Espanhola me permitiu isso, porém nunca havia me interessado pelo mesmo, apenas degustava, achava maravilhoso e pronto. A duas semanas ganhei uma garrafa de um Jerez Antique da Bodega Rey Fernando de Castilla da uva Pedro Ximenes. Decidi procurar mais sobre o tema e entender mais sobre este néctar, quais os tipos, envelhecimento tipo de uvas etc. Vamos ao que encontrei : O Jerez é um vinho "Fortificado", ou seja, vinhos que recebem aguardente vínica , tornando-se mais alcoólicos e, portanto, mais "fortes" ou fortificados. Dependendo do tipo, ele pode ser servido como aperitivo, acompanha alimentos que só ele pode complementar e casa magnificamente com sobremesas as mais variadas. As uvas permitidas para o Jerez são : Palomino(90%), Pedro Ximénez, Mantuo, Albillo e Cañocaza, e a região permitida é a dos municípois de Jerez de La Frontera, El Puerto de Santa Maria, Sanlúcar de Barrameda, Chipiona, Trebujena, Rota, Puerto Real, Chiclana de la Frontera e alguns bairros de Lebrija, dentro da Província de Cádiz. Os tipos de Jerez são :
Fino : Cor de ouro palha, pálido. Aroma pronunciado mas ao mesmo tempo delicado, lembrando amêndoas. Ligeiro, seco e pouco ácido. Graduação alcoólica entre 15,5 e 17 graus.
Amontillado :Cor âmbar, aroma mais atenuado, de avelãs. Suave e pleno ao paladar, seco. Graduação alcoólica entre 16 a 18 graus.
Oloroso :Cor escura, muito aromático. Corpo pronunciado, denso, aromas a nozes, variando do tipo seco até o doce. Graduação alcoólica entre 18 a 20 graus.
Palo Cortado :Intermediário entre os dois anteriores, com aroma de Amontillado e paladar de Oloroso. Raro de ser encontrado.
Pedro Ximenez :Feito com a uva de mesmo nome, é um vinho espesso, aromático e extremamente doce, agradecendo o envelhecimento.
Moscatel :Também doce, feito com a uva de mesmo nome. É raro, apresentando cor escura e aromas primários da uva que lhe dá o nome.
La Manzanilla :Teoricamente é do mesmo tipo do Fino, porém produzido na cidade de Sanlúcar de Barrameda, próximo ao mar. É um vinho muito pálido e aromático, ligeiro, seco e pouco ácido, sendo o mais ligeiro dos tipos de Jerez. É ainda um dos raríssimos tipos de vinho onde, talvez pela ação das brisas marítimas, um ligeiro toque salgado lhe seja incorporado. Cream :Sempre feito da combinação de um vinho oloroso com parte de Pedro Ximenez. Normalmente suave, aromático e ligeiramente doce. Feito principalmente para agradar ao paladar inglês, servindo como aperitivo mas também para depois da comida.
Para saber mais : ABS-SP e Academia do Vinho.
Fonte: ABS-SP

sexta-feira, 27 de março de 2009

O VINHO NACIONAL É MAIS BARATO NO EXTERIOR !!!

Roubado, Enganado ou Explorado ? Sou enófilo há alguns anos e tenho acompanhado o mundo dos vinhos de bem perto, lendo, estudando e muita pesquisa na Internet (Santa Internet). Ultimamente tenho valorizado bem o vinho nacional, mas comecei a me decepcionar, não com a qualidade, mas sim com a postura da indústria vitivinícola. Sempre comparei os preços praticados aqui no Brasil e o praticados lá fora, fazendo contas, vendo onde é mais em conta comprar, qual importadora pratica os preços mais justos, etc. Esta semana tomei um susto ao ter uma triste constatação, o vinho nacional(Brasileiro) é mais caro aqui no Brasil do que lá fora, vou repetir para não ficar dúvidas, o vinho é mais caro no próprio país onde é produzido do que no país onde é exportado. Estava pesquisando o Quinta do Seival- Castas Portuguesas da Miolo e obtive esses resultados no Brasil: VinhosNet - R$ 50,61, MeuVinho - R$ 46,00, site da Miolo 45,00, agora vamos para o Exterior Espanha € 12,50 =R$ 37,75, França € 14,50 = R$ 43,79 Reino Unido 13,99 = R$ 45,49, e para não ter mais dúvidas Wine Searcher . Roubado, Enganado ou Explorado ? Como você se sente ?? Gostaria que alguém tentasse me explicar como isso é possível. Caso ninguém consiga me dar uma explicação plausível, vou começar a fazer campanha contra o vinho nacional e para que esse tipo exploração acabe. Sr. Adriano Miolo quer começar ??

quarta-feira, 25 de março de 2009

Miolo Gamay 2009

O primeiro vinho da safra 2009 chega às prateleiras. O Miolo Gamay 2009 chega ao mercado com muitas novidades. Pela primeira vez, o vinho foi elaborado com assessoria de Henry Marionnet, considerado o Papa Mundial do Gamay pelo jornal francês Le Fígaro. A outra novidade é que as uvas agora são cultivadas na região da Campanha do Rio Grande do Sul. “Percebemos que a uva gamay tinha melhor adaptação na Campanha e optamos por elaborar o vinho na região, como ocorreu com o pinot noir há dois anos”, explica Adriano Miolo, enólogo e Diretor-Técnico da Miolo Wine Group. As uvas foram colhidas manualmente na segunda quinzena de fevereiro em caixas de 20kg. Considero como um dos melhores custos benefícios do país além de ser um vinho leve e saboroso, propício para o nosso clima. Este ano o Miolo Gamay será encontrado na faixa dos R$ 19,00, enquanto o da safra 2008 era encontrado na faixa dos R$ 15,00.

segunda-feira, 23 de março de 2009

ENOMATIC - A Máquina



Depois da máquina de café expresso(Italian Coffee), essa será sem dúvida a máquina que revolucionará o mercado e o jeito de beber vinho, conheçam a Enomatic(Italian Wine). De origem Italiana e ela comporta garrafas que servem doses de 30ml, 60ml e 120ml e tudo isso automaticamente, basta escolher o vinho , em até 60 tipos (depende do modelo) a dose e encostar a taça no bico de saída. A única no Brasil em funcionamento fica na Vinoteca do Empório Santa Maria e serve 48 tipos diferentes de vinhos desde brancos como o Chablis do Domaine Long-Depaquit 2007, Cartuxa 2006, o sempre delicioso Sauvignon Blanc Cloudy Bay 2006, e outros bons rótulos como Rutini, Villa Francioni. Nos tintos perfilam Barolos, pinot noirs, Tempranillo da argentina Zuccardi ou da riojana Marqués de Murrieta). Há Carmenere, Shiraz, Brunello, Cabernet Sauvignon e rótulos de prestígio como Quinta do Crasto, Antinori, A Sírio, Il Bruciato Bolgheri etc. O valor da taça é calculado a partir do preço da garrafa na importadora mais 10%, dividido pela dose (750ml/30 ou 60 ou 120ml). Assim, uma dose de 30ml de um vinho cuja garrafa custa R$ 100,00 sairá por R$ 4. Ex: R$ 2,00/30ml do vinho Zuccardi Serie A Bonarda e R$ 53,00/120ml do Brunello di Montalcino Casanova di Néri.
Empório Santa Maria: Av Cidade Jardim, 790: tel 11 3706-5211

sexta-feira, 20 de março de 2009

As Nomenclaturas

Para aqueles que tem dúvida vamos explicar o "cargo" de cada um:

Enólogo - O Pai da Criança
O Enólogo trabalha na vinícola e é responsável por todas as decisões de produção do vinho: escolha do local do vinhedo, métodos de irrigação, escolha das mudas, da melhor hora para plantar, para podar, para colher. Define as técnicas de vinificação, os cortes, o tempo de amadurecimento e a hora de colocar o vinho no mercado. São muitas as decisões importantes que ele (ou ela!) precisa tomar durante todo o processo de produção e como estas decisões são cruciais para o resultado final. Todos os vinhos que colocamos em nossas taças são fruto deste árduo trabalho. Aplausos calorosos para os Enólogos.
Enófilos
Somos todos nós, que gostamos de vinhos, que frequentamos feiras e apresentações de vinhos, que fazemos anotações sobre os vinhos que tomamos, que frequentamos confrarias ou encontros de vinhos, enófilos com diferentes níveis de conhecimento sobre vinhos. Nós somos enófilos e você também é embora nem soubesse disso.
Um comentário muito inteligente diz que "Enólogo é o cara que diante do vinho toma decisões, e Enófilo é aquele que, diante das decisões toma vinho" (de Luiz Groff).
Sommelier
Já que estamos falando dos personagens do vinho, precisamos ainda apresentar o Sommelier. Ele é o soldado do vinho. Não raramente é um garçom talentoso para o assunto que estudou e se especializou. O sommelier trabalha em restaurantes e lojas de vinhos, orientando os clientes a respeito da melhor escolha para acompanhar os alimentos escolhidos. Aqui cabe uma observação: a medicina já provou que as mulheres têm o aparelho olfativo melhor do que o dos homens, sendo assim, o futuro das mulheres é ocupar cada vez mais lugar no mundo dos vinhos, seja como Enólogas, Sommeliers ou simplesmente Enófilas.