sexta-feira, 29 de maio de 2009

Rótulos do Château Mouton Rothschild

Desde 1945 o Château Mouton Rothschild exibe em seus rótulos pequenas obras de arte feitas especialmente para a casa. Cada ano um artista assina o rótulo. O primeiro de 1945 tem a obra de Philippe Jullian que ilustra o fim da 2ª Guerra Mundial com um " V" de vitória com os dizeres " Année de la Victoire" . Também já assinaram os rótulos : Salvador Dalí, Pablo Picasso, Joan Miró, Andy Warhol, Francis Bacon, entre outros. Veja a relação completa de todos os anos e seus respectivos artistas aqui.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Miolo Gamay 2009 - R$ 14,90

Preço do Miolo Gamay 2009 na rede atacadista Spani, tanto a garrafa como o kit com a "taça" o valor é o mesmo !!!! Aproveite esta moleza pois por ai a garrafa não sai por menos que R$19,90, inclusive no site da própria Miolo.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Tournedo ao molho de café

Esta receita foi elaborada no dia das mães, é um pouco trabalhosa mas o resultado compensa.

Ingredientes:
4 Tournedos (medalhão de filé mignon)
4 fatias de Bacon
200ml de creme de leite fresco
100ml de café pronto
2 pedaços pequenos de costela ou 1 ossobuco
1 ramo de tomilho
1 cebola média picada
2 dentes de alho amassados
1 cenoura pequena picada
1 talo de salsão picado
2 colheres de sopa de mel
Pimenta-do-reino branca o.q.b.
Sal o.q.b.

Doure a costela e cubra com água, adicionando a cenoura, a cebola, o salsão, o tomilho, o alho e deixe cozinhar por aproximadamente 2 horas. Reduza o creme de leite e junte o café, o mel e 150ml do caldo da costela e reduza pela metade. Em uma frigideira bem quente adicione azeite e sele a carne, quando estiver dourada dos dois lados tempere com sal e pimenta-do-reino branca, envolva nas fatias de bacon e leve ao forno em 180c por 10 minutos. Sirva com o molho por cima e decore com grãos de café. Bom apetite !!

Ah! Para acompar um bom Syrah Australiano, aliás o de lá é Shirah !!

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Selo Fiscal

Nesta semana estava em discussão na Câmara Setorial em Brasília o Selo Fiscal para os vinhos.

Para entender melhor o que seria o Selo Fiscal, transcrevo aqui a carta publicada no blog do Didú.

Prezados amigos do vinho os tambores de guerra soam também por aqui. Em sua recente reunião do dia 12 de dezembro, a Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Viticultura, Vinhos e Derivados revelou uma estratégia comum de produtores de vinho e orgãos governamentais que coloca em sério risco a oferta e os preços de vinhos importados no Brasil. Vejam a seguir um resumo das propostas apresentadas:

A) Impostos. Desejam estabelecer uma taxa de aproximadamente R$ 5,00 por garrafa de vinho importado para substituir a cobrança do Imposto de Importação. Durante a discussão do tema, circulou a informação de que "alguns ministros não gostam ou não aceitam a ideia" e preferem manter a cobrança de um percentual, indicando que o mesmo deveria ser aumentado dos atuais 27% para 55% (isso mesmo, mais de 100% de aumento no Imposto de Importação).

B) Burocracia.
Além de outras propostas, querem que:

1.os rótulos de vinhos importados contenham, em português, a classificação do vinho (por exemplo "vinho tinto seco"). Informação essa que já é obrigatória no contra-rótulo. Isso seria um desastre pois os pequenos produtores de vinhos extraordinários jamais poderiam criar um rótulo diferente para vendas de pequenas quantidades.

2.as garrafas ganhem um selo fiscal. Outra providência exorbitante uma vez que os impostos são cobrados enquanto as mercadorias encontram-se sob a guarda da Receita Federal. Isso obrigaria a que cada caixa fosse aberta no porto e os selos fossem aplicados individualmente. Podem imaginar o custo dessa operação?? Conhecendo a agilidade dos portos brasileiros, imaginam o tempo que isso ia exigir?

3. não seja aprovada a proposta do Ministério da Agricultura de abolir a retirada de garrafas para amostra, de acordo com um novo procedimento que viria a ser implantado visando a simplificação dos procedimentos de análise do vinho.

Como podem ver, nenhuma das propostas favorece o consumidor. Todas implicam em aumento de custos, seja por via direta de impostos ou indireta de custos operacionais. Creio de devemos levantar a voz contra essas mudanças.

Com a palavra, os consumidores.
Abraços
José Augusto Saraiva

segunda-feira, 11 de maio de 2009

A volta dos que não foram

Depois de longa ausência, forçada diga-se de passagem, amanhã retornaremos as atividades normais !!!

terça-feira, 7 de abril de 2009

O VINHO NACIONAL É MAIS BARATO NO EXTERIOR !!! - parte 2

Após escrever o post "O Vinho Nacional é mais Barato no Exterior", mandei o link para várias pessoas com mais informação e acesso ao mundo do vinho do que eu, dentre eles o Didú, um cara que eu acompanho faz tempo e respeito pelo conhecimento e dedicação ao vinho. Pois bem o Didú conseguiu algumas respostas, inclusive do Sr. Adriano Miolo, as quais transcrevo aqui: Didú fala - "procurei por diversos produtores e pelo Ibravin também e a resposta mais rápida que recebi foi da Juciane Casagrande enóloga competentíssima, diga-se, da Casa Valduga que mesmo em viagem pelo exterior arranjou tempo para me responder" - "Ola Didu. Quando exportamos estamos isentos de toda a tributação brasileira, logo nossos preços se reduzem em muito para que o importador, qdo o vinho chegar no pais de destino possa pagar o transporte internacional e impostos locais e vender o vinho a praticamente o mesmo valor que no Brasil e mais do que isto para que seja competitivo. Estou em amsterdam hj e ontem mesmo estive visitando lojas onde nossos produtos estão sendo vendidos ao mesmo preço que no Brasil. Um super abraço e estou a disposição." Juciane. Importante frisar que esses impostos passam de 50% do preço final do vinho heim. Para vocês terem uma ideia do volume da ganância dos impostos em nosso Brasil brasileiro, meu amigo Pablo Falabrino do Viñedo de Los Vientos, um dos melhores produtores do Uruguai (inacreditável ninguém trazer esses vinhos para o Brasil), que vende 70% de seus vinhos em NY, comentou comigo que o vinho dele lá nos Estados Unidos custa para o consumidor americano, metade do que custa aqui no Brasil, país vizinho e do mercosul!!!! Brincadeira isso?!
"Olá Didu, Ocorre o seguinte, para a exportação não existe impostos, somente paga impostos no pais de destino e quem paga é o importador. Portanto nosso vinho que aqui no Brasil a somatória de impostos é de 52,50 % (dado do instituto Tributário Brasileiro depois da extinção da CPMF, pois antes era ainda maior) é exportado então por menos que a metade do preço e como os impostos dos vinhos a nível mundial não passam de 20% (alguns países é zero, como Espanha) o preço de venda no país de destino acaba ficando mais baixo que o preço deste mesmo vinho aqui no Brasil. Isso ocorre na prática com nossos vinhos da Miolo, por exemplo, nós exportamos o Quinta do Seival Castas Portuguesas para a França. Lá ele é vendido na LAVINIA, que é uma das referências de vinhos em Paris por 12 Euros (aproximadamente 36 Reais) e em São Paulo é difícil de encontrá-lo por menos de 50 Reais."
Um abraço Adriano Miolo