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segunda-feira, 12 de julho de 2010

Bordeaux nas alturas

Há dois meses, o prestigiado enólogo americano Robert Parker disse que os vinhos Bordeaux 2009 foram os melhores que já havia provado em 30 anos e considerou que essa safra "iria fazer história".
O crítico estava certo. Nas últimas semanas, os châteaus Cheval Blanc e Iquem, além de outras vinícolas icônicas de Bordeaux, decidiram aumentar os preços de seus vinhos de 50 a 100%, devido à qualidade superior da colheita do ano passado, principalmente em relação à excepcional safra de 2005.
Mesmo em meio a uma crise econômica que já levou compradores da Inglaterra a refletir melhor sobre o seu consumo, os preços dos vinhos Bordeaux estão chegando a valores nunca vistos antes. O Château Cheval Blanc decidiu na semana passada vender seus vinhos para distribuidores por 600 euros, dobro do valor do ano de 2005, ano em que, acreditava-se, os Bordeaux tivessem atingido o seu auge.
"Nós nunca imaginaríamos isso há quatro ou cinco meses atrás", disse o gerente geral do château, Pierre Lurton. A Iquem também aumentou o preço de seus produtos. A vinícola está comercializando seus vinhos para a distribuição por cerca de 550 euros a garrafa.
"Com os impostos somados à margem dos revendedores e dos distribuidores, as garrafas para entrega em 2011 estarão sendo vendidas por cerca de mil euros", disse Jean-Yves Mau, responsável pela compra de grandes vinhos na casa de comércio francesa Mau Yvon, uma das maiores do mundo. 

Fonte: Revista Adega

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Comprar Vinhos

Sempre considerei a compra de vinhos uma arte. Você vai até as importadoras ou às vezes no supermercado (caso raro) e fica nas prateleiras por um tempão, às vezes horas, olhando, lendo os rótulos, pesquisando preços, enfim degustando. De uns tempos pra cá tenho mudado meus hábitos de compra, estou recorrendo a amigos e parentes que viajam ao exterior para trazerem algumas garrafas de fora, mas não do Duty Free do Brasil onde os preços também andam proibitivos, mas sim do Duty Free de outros países tais como : Argentina, Chile e Espanha. A pessoa vai embarcar de volta ao Brasil e antes passa no Duty Free e traz algumas garrafas na bagagem de mão. Com isso perco um pouco daquele prazer de degustar as garrafas ainda na prateleira e imaginar em que ocasião ou com qual prato ela ira ser desarrolhada, além do mais ainda conto com a surpresa do que vai chegar do exterior pois as pessoas que trazem os vinhos não são enófilos e às vezes nem conhecem nada sobre vinhos. Limito em dólares o preço para cada garrafa e é só aguardar as surpresas, que têem sido ótimas por sinal. Gostaria de voltar a ter aquele velho prazer de ir as importadoras e ficar lá sem pressa de ir embora, e há o fato de querer prestigiar também o comércio nacional, porém há algumas forças que me proíbem( leia-se altas taxas sobre o vinho e ganância das importadoras) e por isso vou mantendo essa prática até que alguém resolva mudar a postura de venda de vinhos no nosso país.