segunda-feira, 11 de maio de 2009

A volta dos que não foram

Depois de longa ausência, forçada diga-se de passagem, amanhã retornaremos as atividades normais !!!

terça-feira, 7 de abril de 2009

O VINHO NACIONAL É MAIS BARATO NO EXTERIOR !!! - parte 2

Após escrever o post "O Vinho Nacional é mais Barato no Exterior", mandei o link para várias pessoas com mais informação e acesso ao mundo do vinho do que eu, dentre eles o Didú, um cara que eu acompanho faz tempo e respeito pelo conhecimento e dedicação ao vinho. Pois bem o Didú conseguiu algumas respostas, inclusive do Sr. Adriano Miolo, as quais transcrevo aqui: Didú fala - "procurei por diversos produtores e pelo Ibravin também e a resposta mais rápida que recebi foi da Juciane Casagrande enóloga competentíssima, diga-se, da Casa Valduga que mesmo em viagem pelo exterior arranjou tempo para me responder" - "Ola Didu. Quando exportamos estamos isentos de toda a tributação brasileira, logo nossos preços se reduzem em muito para que o importador, qdo o vinho chegar no pais de destino possa pagar o transporte internacional e impostos locais e vender o vinho a praticamente o mesmo valor que no Brasil e mais do que isto para que seja competitivo. Estou em amsterdam hj e ontem mesmo estive visitando lojas onde nossos produtos estão sendo vendidos ao mesmo preço que no Brasil. Um super abraço e estou a disposição." Juciane. Importante frisar que esses impostos passam de 50% do preço final do vinho heim. Para vocês terem uma ideia do volume da ganância dos impostos em nosso Brasil brasileiro, meu amigo Pablo Falabrino do Viñedo de Los Vientos, um dos melhores produtores do Uruguai (inacreditável ninguém trazer esses vinhos para o Brasil), que vende 70% de seus vinhos em NY, comentou comigo que o vinho dele lá nos Estados Unidos custa para o consumidor americano, metade do que custa aqui no Brasil, país vizinho e do mercosul!!!! Brincadeira isso?!
"Olá Didu, Ocorre o seguinte, para a exportação não existe impostos, somente paga impostos no pais de destino e quem paga é o importador. Portanto nosso vinho que aqui no Brasil a somatória de impostos é de 52,50 % (dado do instituto Tributário Brasileiro depois da extinção da CPMF, pois antes era ainda maior) é exportado então por menos que a metade do preço e como os impostos dos vinhos a nível mundial não passam de 20% (alguns países é zero, como Espanha) o preço de venda no país de destino acaba ficando mais baixo que o preço deste mesmo vinho aqui no Brasil. Isso ocorre na prática com nossos vinhos da Miolo, por exemplo, nós exportamos o Quinta do Seival Castas Portuguesas para a França. Lá ele é vendido na LAVINIA, que é uma das referências de vinhos em Paris por 12 Euros (aproximadamente 36 Reais) e em São Paulo é difícil de encontrá-lo por menos de 50 Reais."
Um abraço Adriano Miolo

terça-feira, 31 de março de 2009

JEREZ

Ahhh Jerez, quem nunca experimentou um Jerez não pode se considerar uma pessoal feliz, enologicamente falando (se é que isso existe). Lembro-me que desde muito tempo conheço o Jerez, pois minha descêndencia Espanhola me permitiu isso, porém nunca havia me interessado pelo mesmo, apenas degustava, achava maravilhoso e pronto. A duas semanas ganhei uma garrafa de um Jerez Antique da Bodega Rey Fernando de Castilla da uva Pedro Ximenes. Decidi procurar mais sobre o tema e entender mais sobre este néctar, quais os tipos, envelhecimento tipo de uvas etc. Vamos ao que encontrei : O Jerez é um vinho "Fortificado", ou seja, vinhos que recebem aguardente vínica , tornando-se mais alcoólicos e, portanto, mais "fortes" ou fortificados. Dependendo do tipo, ele pode ser servido como aperitivo, acompanha alimentos que só ele pode complementar e casa magnificamente com sobremesas as mais variadas. As uvas permitidas para o Jerez são : Palomino(90%), Pedro Ximénez, Mantuo, Albillo e Cañocaza, e a região permitida é a dos municípois de Jerez de La Frontera, El Puerto de Santa Maria, Sanlúcar de Barrameda, Chipiona, Trebujena, Rota, Puerto Real, Chiclana de la Frontera e alguns bairros de Lebrija, dentro da Província de Cádiz. Os tipos de Jerez são :
Fino : Cor de ouro palha, pálido. Aroma pronunciado mas ao mesmo tempo delicado, lembrando amêndoas. Ligeiro, seco e pouco ácido. Graduação alcoólica entre 15,5 e 17 graus.
Amontillado :Cor âmbar, aroma mais atenuado, de avelãs. Suave e pleno ao paladar, seco. Graduação alcoólica entre 16 a 18 graus.
Oloroso :Cor escura, muito aromático. Corpo pronunciado, denso, aromas a nozes, variando do tipo seco até o doce. Graduação alcoólica entre 18 a 20 graus.
Palo Cortado :Intermediário entre os dois anteriores, com aroma de Amontillado e paladar de Oloroso. Raro de ser encontrado.
Pedro Ximenez :Feito com a uva de mesmo nome, é um vinho espesso, aromático e extremamente doce, agradecendo o envelhecimento.
Moscatel :Também doce, feito com a uva de mesmo nome. É raro, apresentando cor escura e aromas primários da uva que lhe dá o nome.
La Manzanilla :Teoricamente é do mesmo tipo do Fino, porém produzido na cidade de Sanlúcar de Barrameda, próximo ao mar. É um vinho muito pálido e aromático, ligeiro, seco e pouco ácido, sendo o mais ligeiro dos tipos de Jerez. É ainda um dos raríssimos tipos de vinho onde, talvez pela ação das brisas marítimas, um ligeiro toque salgado lhe seja incorporado. Cream :Sempre feito da combinação de um vinho oloroso com parte de Pedro Ximenez. Normalmente suave, aromático e ligeiramente doce. Feito principalmente para agradar ao paladar inglês, servindo como aperitivo mas também para depois da comida.
Para saber mais : ABS-SP e Academia do Vinho.
Fonte: ABS-SP

sexta-feira, 27 de março de 2009

O VINHO NACIONAL É MAIS BARATO NO EXTERIOR !!!

Roubado, Enganado ou Explorado ? Sou enófilo há alguns anos e tenho acompanhado o mundo dos vinhos de bem perto, lendo, estudando e muita pesquisa na Internet (Santa Internet). Ultimamente tenho valorizado bem o vinho nacional, mas comecei a me decepcionar, não com a qualidade, mas sim com a postura da indústria vitivinícola. Sempre comparei os preços praticados aqui no Brasil e o praticados lá fora, fazendo contas, vendo onde é mais em conta comprar, qual importadora pratica os preços mais justos, etc. Esta semana tomei um susto ao ter uma triste constatação, o vinho nacional(Brasileiro) é mais caro aqui no Brasil do que lá fora, vou repetir para não ficar dúvidas, o vinho é mais caro no próprio país onde é produzido do que no país onde é exportado. Estava pesquisando o Quinta do Seival- Castas Portuguesas da Miolo e obtive esses resultados no Brasil: VinhosNet - R$ 50,61, MeuVinho - R$ 46,00, site da Miolo 45,00, agora vamos para o Exterior Espanha € 12,50 =R$ 37,75, França € 14,50 = R$ 43,79 Reino Unido 13,99 = R$ 45,49, e para não ter mais dúvidas Wine Searcher . Roubado, Enganado ou Explorado ? Como você se sente ?? Gostaria que alguém tentasse me explicar como isso é possível. Caso ninguém consiga me dar uma explicação plausível, vou começar a fazer campanha contra o vinho nacional e para que esse tipo exploração acabe. Sr. Adriano Miolo quer começar ??

quarta-feira, 25 de março de 2009

Miolo Gamay 2009

O primeiro vinho da safra 2009 chega às prateleiras. O Miolo Gamay 2009 chega ao mercado com muitas novidades. Pela primeira vez, o vinho foi elaborado com assessoria de Henry Marionnet, considerado o Papa Mundial do Gamay pelo jornal francês Le Fígaro. A outra novidade é que as uvas agora são cultivadas na região da Campanha do Rio Grande do Sul. “Percebemos que a uva gamay tinha melhor adaptação na Campanha e optamos por elaborar o vinho na região, como ocorreu com o pinot noir há dois anos”, explica Adriano Miolo, enólogo e Diretor-Técnico da Miolo Wine Group. As uvas foram colhidas manualmente na segunda quinzena de fevereiro em caixas de 20kg. Considero como um dos melhores custos benefícios do país além de ser um vinho leve e saboroso, propício para o nosso clima. Este ano o Miolo Gamay será encontrado na faixa dos R$ 19,00, enquanto o da safra 2008 era encontrado na faixa dos R$ 15,00.